Na verdade é que nós sempre estamos procurando motivos para vivenciar o que for mais confortante para a nossa momentânea acomodação. Viajar, quase sempre é agradável, mas o seu foco se consolida quando essa viagem é um passeio que estava na planejada ida para uma festividade de agrado da Família. Evidentemente, que há aquelas viagens que querem que a façamos para agradarem a outrem; uma festa que agrada a uns, mas não me agrada isoladamente, por exemplo, neste momento.

De “fininha”, eu construo motivos inteligentíssimos e não me vou; e, portanto, não vamos ninguém. Cedo ainda da data, eu já me acusei com os motivos – os mais bem embolados -, convincentes, que, quem me seriam companhias – a Família –, me aplaudiu por eu justificar tão bem, o porquê não vou. O que não seria satisfação minha, “matou” também o prazer das que seriam minhas companhias. Apesar, que estas sim, queriam ir.

A festa lhes convinha, mas eu, com tática de classe, desarmei as peças do xadrez;  e com suficiente antecipação, prendi o “Rei” que ficou ainda longe de fechar o jogo. Já “com minhas cartas marcadas” senti crença para a minha afirmação. Eu sempre digo que a Vida é uma Arte para quem sabe tê-la a seu favor. Em tudo, é entabular bem, e ter as provas criadas convincentemente. E saber criá-las é saber ter um embasamento que seja prova pura, de forma que os outros interessados na viagem se convençam das razões para não irem.

Tanto que eles próprios disseram: ”ele nem fez a mala, que lhe seria trabalho vão, se tinha empecilho justo – um compromisso inadiável -, e, portanto, impossível a sua viagem agora”. Vamos esperar outro momento oportuno. Classe minha, era preciso para eu não perder a credibilidade com a minha Família. Então, eu fiz o adiamento numa cautela muito bem embolada, mas consciente que o fato não causaria nenhum prejuízo efetivo, aos que seriam meus seguidores na viagem. Os meus familiares.

Meu G∴ A∴ D∴ U∴, – É entender – cada um de nós–, que nem sempre se tem que viajar apenas para agradar aos parceiros/familiares. Não articular assim todas às vezes, e usar sempre sagacidades, já que devemos satisfazer quando possível, aos que abrigamos os do nosso mesmo teto. Os familiares têm o sangue igualmente que percorrem as nossas veias, e consequente amor latente – parte de nós, que requerem muito assim a nossa atenção.

Contudo, se não há prejuízo, a falta concreta desta vontade nossa particular, alternadamente, “uma vezinha”,– “que se abram as penas do pavão para sozinho, a gente admirar lá fora”; mas nunca continuamente. Só se fazer às vezes dos outros! O nosso “Eu” precisa sim, um momento de exclusividade, “assim como tão só, soube se expulsar único do Ventre Materno”.  Faz parte. É raramente – uma vez só!

“Outra véspera de não partir nunca, eu irei demorar muito agora; vou arrumar no ontem a minha mala.” E então, com boa vontade e satisfação geral, iremos todos da “Gema”, à viagem que seja da nossa mais satisfatória “Ilusão”. Tão ruim, a não verdade posta! “Descostume “Né”!

Gratidão, Senhor! Edmar Carneiro.

Edmar Carneiro
at
José Edmar Carneiro, Mestre Maçom da Loja Goaçalves Ledo Nº 89 - Orador da Loja, Membro da Acadêmia Maçônica de Letras do Estado do Ceará. No Mundo Profano - Advogado, mas deempenhei no âmbito do Trabalho, o Cargo de Gestor de Administração de Vendas, atualmente - Aposentado.