Tudo começa – se olharmos com maturidade -, que o homem “pisou” aqui na Terra, gostou, continua gostando, e ainda não se convenceu – e pelo visto, não se convencerá -, que ele não é daqui, está de passagem, nada é dele, (ou tudo é dele temporário), durante o seu ato de procura, de sua busca aqui. Saibam bem os momentos adequados das ilusões ao seu tempo, e usufruam “legal” ilusoriamente em seus vários ciclos, aproveitando o intervalo vida/morte.

Sem se impressionar com as mudanças físicas, sentir-se feliz, prazeroso e alegre, nesta caminhada maravilhosa aqui na Terra, com este “me engana que eu gosto”, se quiser mesmo se sentir muito bem. Eu, daqui, só vou me aplicar para usufruir da parte boa – enganosa. Se o inverso me perpetuasse envolvido em encantos…, mas não: esta beleza encantadora física minha, desdenha-se, acabrunha-se, e não sei, (tenho certeza), em que tempo futuro acabará.

O que eu faço? Aceito numa boa, e ainda muito prazeroso. As piadas de tantas graças que me “rasgam” o riso, chegará um tempo que, nem mais, eu as ouvirei pra poder sorrir…, é normal. Muito importante é que eu não estou nem um pouquinho preocupado com isso. Desfazer o meu encantamento de hoje porque “murcho” no futuro! Mas, de maneira nenhuma! Eu sou – e continuarei a ser -, um gozador enganado pelas verdades que me diluirão, sem pensar em tempo de quando isso possa acontecer. Deixo a mim – por enquanto -, gozar em paz.

Nem eu mesmo, mais idoso, não entenderei mais, não saberei me preocupar: não ouvirei mais! Eu estou vendo aqui esta realidade com a minha Mãe! Minha gente! Nunca hei de me absorver com o que daqui não me servir comigo em lucidez. E lhes digo: aproveitem hoje, (não fiquem sofrendo de véspera), gozem muito, a tudo o que puder. Tem um jogo – eu não me lembro agora o nome dele -, que ele dá a opção, e se diz: eu passo, e irei jogar esse jogo por muito tempo mesmo. Eu passo…, e só não passarei, quando esgotados todos os redutos.

A minha mente, já a preparei, ela irá diluir o que não servir pra mim, o que não for legal, o que não for alegre. Eu vou gozar a tudo que eu tiver direito – muito consciente da realidade de vida temporal -, e ao final eu vou morrer, “morrendo de rir.” Se já estão me chamando de pessimista, eu vou acrescentar mais: e dinheiro não evita essa triste realidade fatal. “Problema quando não tem solução, solucionado está”. Se a morte não tem solução, aproveitem logo tudo e mais um pouco, no limite do sensato ao que for fazer. Felicidades! Viemos tê-la aqui.

– Meu G.’. A.’. D.’. U.’. – Essa essência do título, à medida que a produzo, a estou colocando no mais lacrado invólucro da minha intimidade. É a Mística em que me envolvo, guardando os créditos em “Idas e Vindas” para repousar em “Consciência Divina” futuramente. Continuarei aqui, mantendo o meu caráter reto nos meus procedimentos com quem eu conviver.

 E assim me lembrarão, (cinco anos tenham como limite para esquecer), afirmando a boa imagem que deixei. Após um tempo – como tudo passa…, passou. Até porque todos também passarão, nesta prova tão cabal da insignificância do homem matéria que se finda – geração a geração. Primeiro, gozemos muito aqui. Bastante. Essa Ilusão! 

Gratidão, Senhor.

Edmar Carneiro
at
José Edmar Carneiro, Mestre Maçom da Loja Goaçalves Ledo Nº 89 - Orador da Loja, Membro da Acadêmia Maçônica de Letras do Estado do Ceará. No Mundo Profano - Advogado, mas deempenhei no âmbito do Trabalho, o Cargo de Gestor de Administração de Vendas, atualmente - Aposentado.